Hagahús Araújo: uma lição de cidadania é o que se pode chamar de uma fascinante tradução expressada através da palavra escrita de momentos relevantes da vida de um dos homens que mais contribuíram para a formação política, cultural e social da região Sudeste do Tocantins, mais precisamente da cidade de Dianópolis.
É um livro ímpar, não só porque seu personagem central é real, mas por revelar a determinação, dinamismo, perseverança e, sobretudo, as lições de cidadania mesmo quando essa palavra ainda não fazia parte do nosso cotidiano de Hagahús Araújo.
A leitura dessa obra proporciona muito mais que o conhecimento da saga grandiosa de um Homem, de sua época. Proporciona, dentre outros diversos prazeres que advêm de uma boa leitura, o de desvendar capítulos da história do Tocantins, ainda não revelados oficialmente, que certamente se transformarão em um enriquecedor aprendizado para as futuras gerações do nosso jovem Estado.
MARCELO MIRANDA
Ex-governador do Tocantins
Faça o Download do Livro "Hagahús Araújo - Uma lição de cidadania"!
Mergulhe na vida e obra de Hagahús Araújo, um importante político brasileiro que fez contribuições significativas para o estado de Tocantins. Organizado por sua filha, Iara Araújo Alencar, este livro oferece uma pesquisa profunda sobre sua trajetória na vida pública e seu legado em defesa da cidadania.
Depoimentos
MAURO BORGES
Ex-governador de Goiás (1961-1964)
Pude reviver, emocionado, certas passagens da minha gestão como governador de Goiás ao ler “Hagahús Araújo- Uma Lição de Cidadania”. Também sonhei em fazer do antigo Nordeste goiano uma região mais integrada ao desenvolvimento de todo o Estado, com obras- dentre inúmeras outras- como a ponte sobre o rio Paranã, um polo agrícola como o Combinado AgroUrbano que chegou a produzir cargas para 9 ou 10 caminhões de milho, feijão, arroz e algodão da melhor qualidade, que mostramos em desfile pela Avenida W-3 de Brasília.
Homens como Hagahús – com coragem, honradez, visão social e política – precisam surgir por todo o país necessitado de lideranças empreendedoras que invistam em obras que realmente fazem a diferença e que priorizam as questões sociais, com mudanças que garantam o verdadeiro bem-estar do nosso povo.
Hagahús sempre contou com a admiração de toda a minha família. A sua história de vida é um exemplo que esperamos ser seguido por toda essa geração que vai nos suceder, tão carente de valores e de idealismo.
OTÁVIO LAGE
Ex-governador de Goiás (1965-1971)
A experiência que tivemos como governador do Estado de Goiás (1965-1971) foi praticamente um curso superior de conseguir o máximo do mínimo que se dispunha. O importante não é a disponibilidade de recursos, mas sim a colaboração das pessoas que deverão ajudar a usar o que se tem com sensatez, equilíbrio e honestidade. E Hagahús foi uma dessas pessoas. Muitos poderão conhecê-lo melhor com a leitura desse livro.
Saí no fim do mandato com a consciência tranquila do dever cumprido, que somente foi possível porque tivemos parceria nos municípios, como Dianópolis, com administradores que geriam a coisa pública com carinho, devoção e austeridade.
Hagahús era perseverante em cobrar obras para a sua região, estradas que dessem condições ao desenvolvimento sustentado. A cobrança com razões racionais e desenvolvimentista é fundamental e tem um maior peso quando vindas de um administrador honrado e capaz como Hagahús.
A homenagem que se presta hoje ao Hagahús, com esta publicação, não é apenas o reconhecimento da sua atividade político-administrativa. Mas um tributo ao seu trabalho como cidadão, um grande humanista sempre preocupado com as questões sociais e homem público que propôs soluções adequadas à sua gente, as vezes contrariando o seu interesse pessoal.
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Mergulhe na vida e obra de Hagahús Araújo, um importante político brasileiro que fez contribuições significativas para o estado de Tocantins. Organizado por sua filha, Iara Araújo Alencar, este livro oferece uma pesquisa profunda sobre sua trajetória na vida pública e seu legado em defesa da cidadania.
Outros depoimentos
‘’Ao Hagahús, nossa eterna gratidão”
Para mim, que fui fortemente beneficiado pela ação solidária, visceralmente donativa, indecepcionável e fecunda do educador Hagahús, não é fácil traduzir o sentimento de gratidão permanente de que sou possuído. Sou-lhe grato e à D. Jasa, pelo incentivo à leitura, ao me franquearem as suas bibliotecas; ao seu sentido “humanamente regenerador” do trabalho; ao seu esforço efetivo para melhorar o mundo e os homens; pela sua admirável e perene capacidade de indignar-se com a desonestidade, a corrupção e as injustiças sociais. Grato lhe sou também pelo exemplo de educação pessoal, sem arrogância com os fracos e humildes, nem subserviência ante os poderosos. Um fenômeno humano, portanto, historicamente datado e irrepetível.
Francisco Martins Benvindo
Ex-aluno, mestre em Economia
autor de trabalhos sobre a economia goiana.
O caminhão Chevrolet 59, que me conduzia, estacionou diante do prédio, o maior que eu já tinha visto. Já na portaria deparei com uma frase que, com dificuldades, consegui ler: EDUCAR É ENSINAR A VIVER. Era início de 1961 e eu acabava de chegar ao Instituto, endereço onde vivi os oito anos seguintes. Para lá fui conduzido juntamente com meu irmão Adilson, eu com dez anos e ele com nove anos de idade. Havia perdido precocemente meu pai e Hagahús prometeu à minha mãe que os dois mais velhos ele educaria no Instituto. Agora compreendo que muitas vezes é preciso perder para encontrar algo importante na vida. Estou convencido de que, se tivesse permanecido na efêmera zona de conforto da barra da saia de minha mãe, não teria ido a parte alguma, no máximo seria hoje um aprendiz de tudo e oficial de nada, a julgar por muitos que preferiram trilhar por essa vereda de areia movediça. A base adquirida no Instituto, os primeiros conhecimentos de alfaiataria, os quais tive que aperfeiçoar mais tarde, me foram de grande valia em Goiânia. Posteriormente me graduei em Direito, atualmente estabelecido como advogado e sócio da Sol Consultoria e Desenvolvimento.
Hagahús, não é só o seu nome que é raro, também você é uma pessoa rara. É como aquele cometa que brilha nos céus a cada 76 anos. A diferença é que o cometa não tem luz própria, enquanto você é um farol a iluminar os caminhos de tantos que, nem mesmo sua invejável memória é capaz de mensurar. Afinal, tudo começou há meio século.
Wilson José Rodrigues Gomes
Advogado da Sol Consultoria, em Goiânia
Sou de Natividade, terra onde nasceu Dona Josa, mulher de Hagahús. Fui para o Instituto em 1958, com 16 anos de idade. Seu Custodinho, amigo da minha família, avisou à minha irmã mais velha, Cândida Gonçalves, que havia arrumado essa vaga para mim. O meu pai tinha sofrido paralisia cerebral e estava com sérios problemas mentais. Ele tinha sete filhos com minha mãe ( seis menores) e mais quatro do primeiro casamento. Hagahús sensibilizou-se com a nossa situação. Cheguei ao Instituto sem saber nada e tive de começar do zero. Com o estímulo que recebia de Hagahús e do meio em que vivia, comecei a ter notas boas, nunca fiquei de castigo e passava sempre de ano. Hagahús, para mim, é um herói, um herói bom, um ídolo. Um pai dedicado, que nunca deu “um choque” num aluno. Impunha a sua autoridade com respeito e carinho. Para nós, ele era simplesmente, Hagáus. Era a forma carinhosa com que o tratávamos.
Após fazer 20 anos, queria trabalhar fora para ajudar a minha mãe a criar os meus outros irmãos pequenos. Hagahús alertou-me para as dificuldades que eu iria enfrentar, com pouco estudo, pois tinha concluído a terceira série primária. Ele queria que eu ficasse mais tempo no Instituto. Ainda ouço a sua voz: “Você é um bom aluno, meu filho, precisa estudar mais para poder ajudar melhor os seus pais. Se você sair daqui agora, não vai ter condições de continuar frequentando a escola”. Mas eu achava que tinha condições de me virar fá fora, pois já havia aprendido muita coisa no Instituto. Nós estudávamos, trabalhávamos e tínhamos os nossos momentos de lazer, passeios e brincadeira, dos quais também tenho saudades. Ali vivíamos como uma grande família :todos por um, todos irmãos. Só de Natividade, passaram pelo Instituto o Valcy Dias( que se aposentou pelo BASA), Pedro Cursino (que é advogado), Aureliano Ferreira, Aderval Hugo e seu irmão Durval Hugo, Amilson Pereira, Antônio Maia (casado com uma filha de Dianópolis), Aristeu, Armando, Barnabé Pereira, Bento Bispo e o irmão Bonfim, Casemiro Nepomuceno, Enedil Sales, Emerson Luiz Mendes e seu irmão Estevão Mendes, Herculano (Cuia), lsac, Juvenal, José dos Santos, Zeca de Tuta, Juracy de Paiva, Manoel Neto, Messias de Sales, Natalías, Márcio Pinto, Osvaldo Biguara, Arionaldo, Osmar, Rubens Maia, Samuel e muitos outros que agora não me lembro.
Hoje, lamento não ter atendido aos conselhos de Hagahús para ficar mais tempo no Instituto e avançar nos estudos. O meu maior orgulho é ter convivido com um homem com a grandeza moral de Hagahús. E ser um ex‑aluno do Instituto de Menores de Dianópolis. A vida de Hagahús não merece apenas um livro, precisa ser ensinada nas escolas para servir de exemplo, como se faz com os grandes heróis da Pátria.
Jair Batista Amorim
Ingressei no Instituto em maio de 1954, um ano após a sua fundação. Fui o primeiro aluno do município de Conceição do Norte (hoje Conceição do Tocantins) levando depois mais de 50 alunos de minha cidade, só naquele período. Em 1956, recebi como prêmio por disciplina e conduta, uma viagem ao Rio de janeiro, ainda capital da República, em companhia de Hagahús. Ele era um grande incentivador do potencial de liderança de cada um, do espírito solidário dos internos, um grande educador. Em 1960 ganhei uma bolsa do governo de Goiás para a Escola Agrícola Estadual Cônego José Bento de Jacareí (SP) onde conclui o curso ginasial agrícola, e voltei ao Instituto para ser professor, após classificação em concurso público com uma média de 9,5. Permaneci no Instituto de 1965 a 1970 exercendo a função de professor, chefe de disciplina e orientador do setor agrícola da Escola. Depois, voltei para Conceição, onde fui diretor da Escola Estadual e depois fui eleito prefeito municipal, e cumpri o meu mandato de 1982-1988. Em 1989, fui indicado para ser diretor do Instituto permanecendo ali até março de 1991.
O sonho de Hagahús era garantir a todas as crianças carentes do país, homens e mulheres, uma educação digna, para a Vida. O nosso sonho é realizar esse sonho.
Afonso Francisco da Silva
Ex-prefeito de Conceição do Tocantins
Falar de Hagahús para mim e para toda a minha família é sempre motivo de emoção, pois sempre fomos muito ligados e até hoje o tenho como um verdadeiro pai. Sou de uma família humilde de Taguatinga (TO), fui educado no Instituto de Menores onde vivi grande parte da minha vida. Vim para Brasília em 1968, onde trabalhei no Comércio. Depois, como morador da Cidade Ocidental, conheci o hoje governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, que também tinha sido deputado por Goiás. Ele e o seu irmão, José Roriz (o Zequinha) foram colegas de Hagaús na Assembleia. Com a ajuda de Hagahús e com a eleição de Zequinha Roriz para prefeito de Luziânia, fui indicado para ser o administrador da Cidade Ocidental, hoje também um município autônomo de Goiás. Toda a minha família, minha mulher Auxiliadora e meus filhos, somos muito gratos a Hagahús e Josa e a todos os abnegados diretores e funcionários do Instituto que nos garantiram um futuro melhor.
Eliezer Guedes
Ex-administrador da Cidade Ocidental (GO)
“Hagahús, um homem além do seu tempo.”
Há homens que são inconformados. E sofrem por serem inconformados, muitas vezes não entendidos no seu devido tempo. Eles veem coisas que os outros não veem. Eles pensam coisas que os outros não pensam. Eles fazem coisas que os outros não fazem.
São estas pessoas diferentes que fazem o mundo mudar. Ainda bem que para melhor. E Hagahús é uma dessas pessoas iluminadas. Mesmo em Dianópolis dos anos 50 – mesmo Iá, onde só chegavam as ondas do rádio. Ninguém nem sabia que tinha algum direito. Todo mundo vivia achando que o mundo era mesmo assim. Fazer um servicinho ali. Rezar aos domingos. Fuxicar nas portas das casas. Cuidar das galinhas. Ouvir a voz da “maranata” (o serviço de som do Padre Magalhães) na boca da noite. De vez em quando, um jogo de bola. (…)
Não quero aqui jogar confetes no Hagahús Araújo. De jeito nenhum. Mas, hoje, mais do que nunca, vejo que ele foi incomum. Incomum que eu digo – é que ele foi e é especial. Um homem fora do seu tempo. Viveu anos luz à frente dos outros. Um Moisés. Um líder verdadeiro, que conduziu o seu povo e incentivou o surgimento de novos líderes.
O Instituto de Menores de Dianópolis, com os objetivos que tem até hoje, surgiu numa época em que não se conhecia a palavra solidariedade. E sim, esmola. Hagahús catou na região os filhos dos mais pobres. E começou mostrar a eles os rumos do trabalho e do conhecimento. Fundou o Instituto. O Instituto distinguiu Dianópolis.
Hagahús Araújo – o anjo irreverente, de carne e osso, que desceu sobre todos nós. Bendito seja o seu nome, a sua obra e a sua vida. Nada mais posso lhe dizer, além da minha profunda admiração
Confúcio Aires Moura
Ex-governador de Rondônia, ex-deputado federal e senador. Filho ilustre de Dianópolis (TO).
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